terça-feira, 4 de maio de 2021

Narrativa coletiva escrita pelo 8ºC durante a aula de Português, a partir de um excerto áudio.

 

Um de abril


A viagem decorria com tranquilidade. De olhos fechados chegavam até mim os sons de conversas cruzadas. De repente, o volume das vozes aumenta, oiço gritos de aflição e, depois, de desespero. Começo a sentir a turbulência do avião e a sua inclinação. Subitamente, olho pela janela e reparo que o motor do avião está a deitar fumo. As hospedeiras distribuem o equipamento de proteção e a inclinação do avião aumenta progressivamente em direção ao mar, que já vejo à distância. Já muito perto, fecho os olhos para aguentar o embate. Buuuummmmmmmm.      

 Recupero os sentidos e estou submerso. Olho em volta e reparo que o avião partiu ao meio. Entro em desespero, começo a esbracejar e nado em direção à superfície. A escuridão rodeia-me e a minha respiração está ofegante. A corrente empurra-me para a costa que vejo ao longe. Já na praia, concentro-me no som das ondas que beijam suavemente as rochas do que parece ser uma ilha, talvez não explorada pelo homem. Na esperança de encontrar sinais de vida, caminho para dentro da floresta. Arrepio-me com os sons dos animais que a povoam, mas procuro não entrar em pânico ao lembrar-me da presença de lobos. O cintilar dos pirilampos ilumina o meu caminho, como lanternas numa noite sem luar. O cansaço começa a pesar e os sons dos pássaros soam ameaçadores.

Agora oiço outros sons que não consigo identificar. Gritos, cantos, rufar de tambores e outros instrumentos. Vejo ao longe um grupo de homens. Os seus cabelos são longos, negros e lisos, os seus rostos de pele bronzeada estão pintados de azul e vermelho e as suas vestes exóticas são constituídas por peles de animais e folhas de palmeira. Observo os seus rituais e apercebo-me de que a sua refeição é humana. Escondo-me atrás de uma grande pedra e, de repente, sinto o chão a desaparecer debaixo dos meus pés, o sangue a subir-me à cabeça e fico suspenso numa rede. Fui apanhado numa armadilha. Deixo de ouvir o alarido dos índios e reparo que me observam atentamente. Vejo-os aproximarem-se e fico desesperado quando reparo numa grande faca afiada, que um deles transporta.

“Manel!... Manel!...” oiço uma voz longínqua. Acordo e percebo que é a voz da minha mãe: “Despacha-te, vais chegar atrasado ao avião.”

Respiro de alívio por saber que tudo não passou de um sonho. No entanto, estou aterrorizado! Depois deste pesadelo, como vou entrar num avião?...

Narrativa coletiva escrita pelo 8ºD na aula de Português, a partir de um excerto áudio.

 

A um passo do desastre

         A viagem decorria tranquilamente. De olhos fechados, chegavam até  mim os sons de conversas cruzadas. De repente, sentiu-se alguma turbulência no avião, que começou a tornar-se mais intensa. Ouviu-se o som preocupante do alarme, as máscaras de oxigénio caíram e as hospedeiras pediram para colocar o equipamento de segurança. Pelo som da turbina a explodir, percebi que o avião ia despenhar-se, pois, de súbito, começou a inclinar-se em direção ao mar. Gritos de pânico, abraços de despedida, crianças a chorar... gerou-se o caos dentro do avião!

         Mar, mar, mar… olhava pela janela e só via mar. Reparei que a água começava a subir e a janela rachou. Felizmente, a sorte estava do meu lado. A janela acabou por estilhaçar completamente e partir devido à pressão oceânica e saí do avião a nadar. Nadei, nadei e, quando cheguei à superfície, a minha necessidade de oxigénio era urgente, estava desesperado.

Desmaiei por exaustão e quando acordei já estava na costa. Abri os olhos e olhei em volta. “Onde é que eu estou?”, “Onde é que eu vim parar?”, “Estarei no céu?” Estava muito confuso... mas, aos poucos, comecei a tomar consciência de tudo à minha volta. “Que floresta linda!” - pensei. Levantei-me e, com dificuldade, dirigi-me para o centro daquilo que me parecia uma ilha. Através da densa vegetação, caminhei durante longos minutos ao mesmo tempo que observava árvores de diferentes tamanhos e cores, pássaros, frutos apetitosos e, no meio de toda esta beleza, ouvi um barulho que me chamou à atenção. Fui-me aproximando do local de onde vinha e comecei a ouvir outros sons e vozes semelhantes aos produzidos nos rituais praticados pelas tribos.

Fui espreitar, protegido pelo tronco de uma árvore, de cima de uma rocha enorme. Pareceu-me que se tratava de um ritual de iniciação. Um jovem índio estava a tentar superar uma prova de transição em que tinha de colocar o braço numa espécie de bolsa cheia de bichos e aguentar o máximo tempo possível sem mostrar qualquer expressão de dor ou sofrimento.

Subitamente, devido aos sapatos ainda molhados, escorreguei da pedra e caí. O ruído chamou à atenção dos índios, que se aperceberam da minha presença. De imediato, um grande alarido ecoou na floresta e alguns começaram a correr na minha direção, com as lanças no ar. Em pânico, comecei a correr o mais rápido que pude, mas um índio acertou-me com uma lança na perna. Caí, e quase a ficar inconsciente, comecei a ouvir ao longe uma voz que chamava pelo meu nome. Acordei, de repente, sobressaltado, com a voz da minha mãe a mandar-me levantar e despachar-me para ir apanhar o avião.

Tudo isto não passou de um sonho provocado pelo medo de ir andar de avião pela primeira vez. No entanto, a viagem correu melhor do que eu esperava.

 

terça-feira, 27 de abril de 2021

Julgamento "condicionado" pelo "Auto da Barca do Inferno"

 


... seguramente, para orgulho de Gil Vicente!  😄


Daniel Guerra e Lucas Tavares, 9º D



quarta-feira, 21 de abril de 2021

quarta-feira, 14 de abril de 2021

São Negras as flores que guardo comigo

 



São Negras as flores que guardo comigo,

Por vezes, é assim que fico 

Quando estou contigo…

Sou tão ansioso e contigo tão pacífico,

Já que é na união das nossas almas que a poeira estabiliza,

Porque no fundo também nós somos poeira viva…

 

É nos teus olhos cor de mar

Que encontro o meu rosto em pura reflexão,

É no teu cabelo com cheiro a maçãs frescas do pomar,

                                    É no meu desalento que encontro o carinho da tua mão…                                   

É como se no silêncio mais bem-dito

Pudesses passar-me a única sabedoria de que necessito.

 

Os meus olhos são o espelho da tua vontade,

E tu és a tranquilidade que me sossega

E é na turbulência da minha individualidade

Que mais imploro pela tua lucidez cega,

                                                       Cega, pela forma como cuidas de mim,                                  

Bem visível na forma como nos amamos, sem fim…

 

E se o mar secar e o céu se abater sobre a gente,

Espero por ti no além, com o abençoado sentimento que te dedico,

Porque assim como o sol está para o dia quente

Eu estou contigo até ao infinito. 

Como Negras, as flores que guardo,

Nunca temendo o supremo guardião, que nos ditará o nosso fado…

 

Bebiana Ribeiro e Marcos Sousa, 12°F

terça-feira, 13 de abril de 2021

 

Read this ebook on HUMAN RIGHTS  beautifully crafted in the 
English classes by 12th graders!
Take a minute to listen to the delightful song "And I believe" written and composed by José Soares (12B) and sung by Mariana Costa (12C) on the very last page! 

                                    

https://read.bookcreator.com/library/-MQWkAQ1z5V-BHM-mIze



terça-feira, 6 de abril de 2021

quarta-feira, 24 de março de 2021

Narrativa coletiva escrita pelo 8ºC durante a aula de Português, a partir de um excerto áudio.

  Um de abril A viagem decorria com tranquilidade. De olhos fechados chegavam até mim os sons de conversas cruzadas. De repente, o volume da...