terça-feira, 24 de maio de 2022

quinta-feira, 5 de maio de 2022

 DAC project - 11.º C

What it feels like to be a teenager...




                                       https://padlet.com/rosariomartins1/vtt5qqbn2tmjuoeg

 DAC project - 11.º B

When I look at the Ocean...



 DAC project - 11.ºA

Poverty insights


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terça-feira, 12 de abril de 2022

       Foi proposto aos alunos do 8º ano um final diferente do conto estudado em aula, «Saga», de Sophia de Mello  Breyner Andresen. Eis dois exemplares:


“Durante seis dias, Hans sereno e consciente pareceu resistir.” Os medicamentos que lhe foram receitados estavam a fazer o efeito pretendido pelas enfermeiras. Agora podia caminhar normalmente, mas não poderia gerir o negócio, pois estava velho. Ele tinha que passar a sua responsabilidade para o seu filho mais velho.

             E assim foi. Logo que o rapaz assinou o contrato, começou uma nova hierarquia. Realizou-se uma festa para comemorar: família e amigos divertiam-se ao ouvir música tradicional, toda a gente estava feliz, menos Hans. Claro que se sentia orgulhoso pelo filho, mas sentia um vazio que o incomodava, ele precisava de voltar Vig.

            Pediu ao filho que o levasse à sua terra natal, o quanto antes. Dias depois, Hans, partiu para Vig, levando Joana, pois foi a quem confessou que o mar era o caminho para casa dele. Assim que chegaram, Hans não perdeu tempo a reencontrar a sua casa. Seguindo as ruas, lá chegou, felizmente ela ainda estava no local onde a deixou, mas encontrava-se desmoronada. Não encontrou ninguém. Quando entrou, só uma carta a dizer: “Bem-vindo a casa Hans, ouvi dos teus bons feitos, estás perdoado e tens o meu orgulho.”

            Hans sentia-se feliz quanto triste: desde que saiu de Vig, nunca foi perdoado pelo pai, e finalmente conseguiu, mas foi pena não lhe ter sido dito pessoalmente. Ele voltou para a casa, onde pôde descansar em paz.

 

Raquel Costa, 8ºC

****************

 

«Durante seis dias, Hans sereno e consciente pareceu resistir.»

Durante três meses, Hans impaciente e consciente pareceu resistir. Mas não passava disso, resistir. Não melhorava o suficiente para conseguir sair da cama, nem piorava ao ponto da sua existência não passar de uma memória que todos queriam esquecer.

Depois de tanto tempo deitado naquela cama, preso no sítio a que deveria chamar de casa, Hans, mesmo tendo sempre presente a família que criou e cuidou, sentia-se sozinho, de certa forma vazio, e não conseguia evitar repensar todas as decisões que tomou ao longo da sua vida, desde se o seu último negócio tinha sido bom, até ao dia em que tudo mudou, o dia que fugiu de Vig.

Estava num barco, rente ao maravilhamento que era o oceano, com o vento a bater-lhe no rosto, fazendo esvoaçar o seu cabelo agora com cor, Hans tinha a certeza de que nada disto era real, que era tudo na sua imaginação, mas sabia tão bem que decidiu aproveitar como nunca tinha aproveitado, sentir como nunca tinha sentido, antes que fosse demasiado tarde.

Sentiu alguém a aproximar-se, não precisou de se virar para saber quem era, podia reconhecê-lo apenas pelo seu caminhar, apenas pela sua voz.

- Vieste...

«Sören!» disse esta palavra com tanta clareza, com tanto sentimento, que, por segundos, pareceu estar mesmo lá, não no barco, mas na sala onde Hans aguardava calmamente pela sua última folegada de ar.

Hans, logo virou a sua cabeça, afastando o seu olhar da imensidão do mar e focando-o no pai, de quem, mesmo estando lá à sua frente, sentia saudade e uma infinita vontade de se desculpar, de se explicar... Mas apenas uma pergunta saiu da sua boca.

- Aonde é que este barco me leva?

- Tu vieste... Vens finalmente para casa.

Lágrimas encheram os olhos de Hans e, nesse momento, ele soube a resposta à sua própria pergunta, pois como o seu pai disse, ele ia para casa... O barco guiava-o para Vig.

Leonor Silva 8ºD


   “Du



quarta-feira, 9 de março de 2022



 Tudo começa com o sono

Tudo começa com o sono,

Depois vem o sonho

De um menino sentado à beira da lareira, 

Fitando o ardor da chama que se vai acalmando

À revelia de quem assiste.



Este menino, tão bem criado e educado,

Não é mais do que pó da sua existência,

Mas até que contrasta bem com a cinza do lume encarnado,

E da tijoleira que tem no vermelho do barro a sua essência.


Este menino, tão pequenino e imaturo,

Há de crescer, ou melhor, já está a crescer,

Esse crescimento leva-o a ter sonho de mundo,

Apesar de nem isso ele saber o que é.


Aprendeu na escola, a água e a terra,

Sabe que existem oceanos e serras,

Mas nunca ninguém perguntou ao menino,

O que é o mundo.


Nesta altura ele nem sabe o que é Portugal, 

Deve saber uma coisa ou duas, 

Deve saber que Lisboa é a capital, 

Mas não sabe que verdadeiras raízes são as suas. 


Este menino tem fome de vencer, 

Se não for de vencer, há de ser uma outra fome qualquer, 

Toma o leite português e come as bolachas americanas, 

Estamos perante alguém que descobriu o que é o mundo. 


Marcos Sousa

(antigo aluno)


segunda-feira, 7 de março de 2022

 

A “Semana das Línguas” na Escola Básica e Secundária Ferreira de Castro.

            A “Semana das Línguas” é uma atividade do Departamento de Línguas, em colaboração com a Biblioteca Escolar, que visa enriquecer os conhecimentos socioculturais dos alunos e desenvolver o interesse pela literatura e pelas línguas, tanto de outros países como a portuguesa, por isso considero a atividade muito interessante.

            Durante a semana de 21 a 25 de fevereiro, nesta escola aconteceram diversas atividades com o objetivo de enriquecer os alunos e de entre elas podemos destacar: o “Spelling Bee”, uma atividade na qual eu participei e que, além de eu ter desfrutado muito do momento, também me ajudou, a mim e aos alunos todos que participaram, a melhorar o vocabulário e a oralidade em inglês; as “Palavras Vizinhas” e as “Ortografíadas Castrianas”, que foram outras duas atividades em que gostei de participar visto que me permitiram melhorar as minhas competências de escrita e de interpretação de textos através da leitura e análise de alguns poemas de escritores famosos; o “Workshop de Danças Latinas”, uma atividade muito interessante que, no âmbito da disciplina de  espanhol, permitiu aos alunos conhecer as culturas de outros países; o visionamento de diversos filmes em francês e em inglês, que, além de muito divertidos, ajudam aos alunos a melhorar o vocabulário e a compreensão das línguas. Os alunos também tiveram a oportunidade única de conhecer e de conversar com o escritor Domingos Amaral, autor de diversos romances históricos como “Enquanto Salazar Dormia” ou “Quando a Terra Tremeu”.

Assim, só me resta dizer que adorei a “Semana das Línguas” e que gostaria que se repetisse no próximo ano.

 Diego Echenagucia 10.ºB   


        Anualmente, o Departamento de Línguas da Escola Ferreira de Castro, juntamente com a Biblioteca, realiza imensas atividades durante uma semana à qual dão o nome de “Semana das Línguas”.

            Primeiramente, gostaria de falar acerca da primeira atividade que realizei, a poesia manuscrita ou, como ficou mais conhecida, as “Palavras Vizinhas”. Esta consiste na escrita de poesia de diferentes poetas e até mesmo de poesia da nossa autoria. Na minha opinião, para além de enriquecer a nossa cultura e percurso enquanto estudantes, aproxima-nos mais do mundo da escrita, o que é extremamente importante nos dias de hoje, uma vez que a sociedade cada vez mais se encontra interessada nas mais recentes inovações como, por exemplo as tecnologias, e acaba por esquecer esta grande fonte de enriquecimento pessoal.

            Para além da escrita de poesia, outra atividade extremamente conhecida na nossa escola é o “Spelling-Bee” que, assim como o próprio nome indica, consiste em soletrar inúmeras palavras, mas com duas particularidades: estas palavras são inglesas e esta atividade é, na verdade, um concurso. Penso que ao participar numa atividade como esta, estamos a fazer aprendizagens de uma forma tão dinâmica e divertida que acabamos por nem perceber que as realizámos. Infelizmente, devido à pandemia na qual nos encontramos, a comunidade escolar viu-se obrigada a impor restrições que, mesmo sem querer, afetaram a dinâmica desta atividade.

            Obviamente não poderia deixar de mencionar a visita do escritor Domingos Amaral à nossa escola uma vez que, para mim, foi bastante interessante e cativante. Quando fiquei a saber em que consistia esta atividade, confesso que não mostrei grande entusiasmo, mas, depois de terminada, arrependi-me de me ter oposto à mesma, pois para além dos momentos cómicos encontrei-me interessada em descobrir mais acerca das obras mencionadas pelo escritor.

            Sendo assim, posso dizer com toda a certeza que a “Semana das Línguas” é uma atividade bastante enriquecedora e que, por isso mesmo, deve continuar a ser realizada.

Mariana Pinho, 11.º A


Cinema na Semana das Línguas


“O Ídolo”

Atualmente, as tecnologias desempenham um grande papel na sociedade. Através da publicitação da marca “Samsung”, fiquei a conhecer o filme “O Ídolo”, com argumento de Fernando Pessoa e realização de Pedro Varela.

No meu ponto de vista, este é um filme que prima pela mensagem que transmite, pela sua duração e pelo bom desempenho, quer da equipa de produção, quer dos seus atores. A mensagem, ou seja, a moral que tiro do filme relaciona-se com a ambição e com a natureza humana. Toda a gente queria ter o tão valioso ídolo e, por isso, fizeram de tudo para o conseguir, desde burlas, roubos e até mortes. Estas situações são elucidativas da forma como a espécie humana pode ser tão ambiciosa e egoísta. É de destacar que a duração curta que o filme tem foi um fator que também apreciei. Para além de ser menos cansativo, acaba por atrair mais a atenção, uma vez que a ação se desenrola rapidamente. Por este motivo, este filme conseguiu captar a minha atenção e fez-me seguir a história.

Ademais, a produção e os próprios atores tiveram um papel vital para o sucesso deste filme. Desde o som, que estava audível e percetível, até à qualidade da imagem, não há defeitos a apontar. Sublinho que mesmo sendo este um filme gravado com um telemóvel, a sua qualidade superou as minhas expectativas. Uma boa produção, juntamente com uma boa interpretação por parte dos atores, resultou muito bem. Todos eles desempenharam exemplarmente a sua personagem e fizeram “vir à flor da pele” o pior e o melhor das mesmas.

Concluindo, por todos os motivos já mencionados, considero que este filme possui uma elevada qualidade, pelo que o recomendo fortemente.

Matilde Martins, 11.º A

 

“O Ídolo”

“O Ídolo” é um filme gravado só com um telemóvel, realizado por Pedro Varela e foi escrito por Fernando Pessoa. Este filme conta com a presença de alguns atores conhecidos, como por exemplo Mick Greer, que no filme desempenha o papel de Bernard e de Albert Soares.

Na minha opinião, o filme tem um desenrolar inesperado e traiçoeiro e acaba por lembrar muitos filmes de investigação, pelo facto de haver um impostor no meio dos passageiros, neste caso, e essa ânsia de querer saber o que vai acontecer acaba por cativar muito.

Por outro lado, o filme começa de uma maneira acelerada, tornando-se difícil entender o nome das personagens do filme. No meu caso, só consegui entender o nome das personagens a meio do filme, o que condicionou a sua compreensão.

Outro detalhe que não posso deixar de referir é a presença do quadro no final do filme, quando Bernard se encontra no escritório do seu chefe, Albert, e atrás de si está um retrato que, por sua vez, parece um retrato de Bernard. Albert não teria um retrato de Bernard, o que me leva a pensar que ele tem um heterónimo que é o seu próprio secretário. Na minha opinião, seria expectável, pois o autor é Fernando Pessoa e este tinha bastantes heterónimos.

Em suma, acho que o filme é misterioso, no bom sentido, pois é cativante sobretudo pelo facto de haver a questão do objeto precioso que estava em perigo e haver um impostor no meio de todos. O trabalho feito por Pedro Varela é muito bom, assim como o do resto da equipa que vai desde o guarda-roupa até à banda sonora.

Dinis Santos, 11.º A


                 “O Ídolo”, realizado por Pedro Varela, é um filme cujo argumento original é da autoria de Fernando Pessoa e que foi filmado recorrendo somente a um “smartphone”.

                 Há que elogiar todo o trabalho que está por detrás desta curta-metragem: a qualidade de imagem, que não aparenta ser de um telemóvel, e tal não me passaria pela cabeça se não o soubesse de antemão; a recuperação do argumento de Fernando Pessoa e a sua materialização; a inclusão do português num filme maioritariamente falado em inglês, o que dá a conhecer a nossa língua…

               A nível de enredo, este filme está repleto de mistério. O desaparecimento de uma das vinte caixas transportadas é o mero começo e, quando damos por nós, já só restam três, o capitão do navio está morto e William e Sotto vão pelo mesmo caminho. A dúvida subsiste até ao último momento e não consigo determinar com clareza quem detinha verdadeiramente o ídolo, como é que ele chegou ao seu destino ou como morreu Sotto.

               Esta incerteza quanto aos acontecimentos amplifica o clima de mistério característico do filme e leva-nos a querer analisar cada acontecimento de maneira a desvendar o enigma que este esconde, daí ser um filme que avalio positivamente.

Mariana Lemos, 11.ºF


    “O ídolo” é uma inovadora curta-metragem, de cerca de vinte e cinco minutos, com argumento do célebre Fernando Pessoa. Realizada por Pedro Varela, após ter sido desafiado pela Samsung, e com produção da Blanch Films, o mais inédito nesta curta é o facto de ter sido gravada exclusivamente com o mais recente telemóvel da marca Samsung.

    O argumento é de extrema importância, pois retrata sobretudo a ganância do ser humano, através de um indivíduo cuja missão é transportar um objeto de valor incalculável até ao seu amigo, num navio transatlântico e que, para tal, distribui pelos tripulantes vinte caixas, contendo numa delas, supostamente, a pequena escultura. Sucedem-se vários acontecimentos que mostram até onde a ganância humana é capaz de chegar e, no final de contas, o objeto não passava de uma mera cópia da escultura.

    Na minha opinião, o argumento é bastante forte, sendo esse um grande ponto positivo a favor deste pequeno filme. Além disso, a qualidade da imagem está excelente; tendo em conta o meio utilizado na gravação.

    Por outro lado, o único aspeto que não me agradou tanto foi a qualidade do som. Embora este seja audível, há partes em que senti dificuldade em ouvir o que as personagens diziam quando comunicavam em português.

    Para concluir, pelos motivos já referidos anteriormente, recomendo a qualquer espetador que assista a esta curta-metragem, pois acredito que não se vai arrepender e que, após assistir, refletirá um pouco sobre o tema abordado.

Gonçalo Sousa, 11.º A


 

 “Estilhaços”


A pequena animação de dezassete minutos, realizada por José Miguel Ribeiro, enquadra-se num cenário pós-guerra colonial entre Portugal e as suas antigas colónias.

 “Estilhaços” é capaz de mostrar às gerações mais novas as graves consequências da guerra ao nível psicológico, para as populações dos países participantes, mas também físicas, para aqueles que estiveram na frente de batalha.

O meu ponto de vista em relação à animação é indefinido, porque não cheguei a um consenso sobre se gostei ou não da animação. Não gostei do início da animação porque foi “muito barulhento” e tinha um desenho muito retangular e escuro. Estes aspetos, na minha opinião, levaram à difícil compreensão ao longo de todo o filme. No entanto, houve um contraste muito grande em relação ao som, pois existiram momentos de completo silêncio ou apenas com  alguns efeitos sonoros.

Por outro lado, o tema da animação era interessante, pois mostrou como a morte afeta moralmente toda a gente. Até ao momento final do filme, o pai da personagem principal não tinha conseguido libertar-se da culpa e da raiva por ter mandado um dos homens do seu pelotão à frente apenas para pisar uma mina que ele previamente tinha colocado e que lhe tirou as pernas. A personagem principal (o filho), por sua vez influenciado pela agressividade do pai, adquiriu esse defeito.

Em suma, acho que as ideias para a produção da animação foram boas, já que alertam para as consequências da guerra, mas alguns aspetos poderiam ter sido melhorados, com menos “barulho” e com um desenho mais colorido para uma mais fácil compreensão da animação.

Caio Costa, 10.º B



 

Representação teatral “Farsa de Inês Pereira”

             “A Farsa de Inês Pereira” é uma sátira de Gil Vicente escrita no século XVI. A Companhia de Teatro do Bolhão, adapta a obra para os mais jovens a entenderem, de forma a descomplicar tudo o que foi escrito.

            Do meu ponto de vista, esta peça está muito bem encenada. Apesar de apenas estarem três atores a interpretarem as personagens todas da obra, isso ajudou ainda mais a cativar a atenção do público.

O ritmo da farsa com a constante entrada de novas personagens para o palco foram outros aspetos positivos da representação teatral. Essa dinâmica, desde o início até ao fim da representação, impediu a existência de períodos mortos.

            Na minha opinião, outro aspeto positivo da representação foi a divisão das cenas. Os atores, apenas com um “bloco-notas” e com uma estrutura simples, conseguiram, de forma muito eficaz, encenar todas as partes significativas da obra de Gil Vicente.

No final da atuação, os atores disponibilizaram-se ainda para responderem a perguntas que o público tinha sobre a obra, estando abertos para a explicação de alguma dúvida relativa à encenação da peça.

            Em suma, creio que a Companhia de Teatro do Bolhão adapta este tipo de sátiras maravilhosamente. Ainda que com apenas três atores, e com um cenário minimalista, os alunos do 10.º ano ficaram esclarecidos sobre “A Farsa de Inês Pereira”.

Gabriela Baltazar, 10.º B


Uma peça diferente

A Farsa de Inês Pereira é uma sátira de Gil Vicente escrita no século XVI, com o objetivo de responder ao desafio apresentado por alguns nobres portugueses. Esta peça foi adaptada pela Companhia de Teatro do Bolhão para os alunos do 10.º ano.

O maior desafio que esta companhia tinha era conseguir manter os adolescentes do 10.º ano cativados, o que, na minha opinião, foi conseguido pela companhia ao usarem os apartes e o bloco de notas, que fizeram com que os alunos percebessem melhor a peça. A utilização de somente três atores numa peça com muitos personagens também fez com que os estudantes ficassem mais cativados, mas, do meu ponto de vista, este foi um dos erros da peça, pois alguns personagens como o moço e a mãe, que não tiveram tantas cenas como na obra original, fizeram falta.

Outro aspeto que me agradou muito foi o cenário. Quando entrei no auditório e vi apenas uma estrutura com um pano negro por cima, achei que ao longo da peça iriam aparecer outros cenários. No entanto, isso não aconteceu, e aquela estrutura foi mudando de acordo com as necessidades. Achei que o minimalismo do cenário foi muito bem pensado, o que nos leva a concluir que não é preciso muito para uma peça ser bem representada.

Em suma, esta peça foi muito bem conseguida com os atores a realizarem um trabalho fantástico ao fazerem com que os alunos a percebessem e se mantivessem divertidos e atentos.

 

Mafalda Pinheiro, 10.º B

poisson d'avril